Deita para trás das costas
Não suspires, cair é natural
Deixa estar quieta essa ferida
Eu sei, tu sabes, vai passar
Aprende o perdão das coisas
Para escrever de novo
Uma nova história nessa pele
Sem temor ou mágoa
Deita para trás das costas
Sem pressa ou amargura
O tempo cura tudo
Até aquilo que não queremos curar
O vento sopra outra música
Deixa-te simplesmente levar
O brilho de ser vai nascer de novo
E o que agora dói passará a memória
No final tudo se vai equilibrar
Posso velar o teu sono
Ensinar o que é caminhar
Mas nunca em momento algum
Poderei simplesmente apagar
Essa ferida é tua, hoje e sempre
Deita para trás das costas
O que tenho nas mãos é apenas o que sou
Sem reservas ou guardas
Apenas e só o que sou
Apenas e só o que me posso tornar
Deita para trás das costas
Porque eu vou-te arrebatar
Sem medo ou confusão
Porque o brilho dos olhos
É o caminho do coração
Eu sei que tu desconheces
Que eu existo ou que me vou tornar
Numa cura que te vai sarar
Deita para trás das costas e vem-me Amar!
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